de Clarice à irmã, na época em que morou fora, por causa do trabalho do marido, e caiu em profunda depressão.

“Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. […] Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que somente até um certo ponto a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. […] Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. […] Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minha repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também minha força. Espero que nunca me veja assim resignada, porque é quase repugnante. […]

Ouça: respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você - pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse o único meio de viver.”